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ALZHEIMER

Doença neurodegenerativa, mais comum em humanos, que leva a demência progressiva e incurável. Acomete pessoas idosas e evolui com demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e sua família. A doença afeta 1% dos idosos entre os 65 e 70 anos, mas a prevalência aumenta exponencialmente com a idade, sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos.

 

O primeiro sintoma e o mais característico do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo. Entre os principais sinais e sintomas do Alzheimer estão:
i) falta de memória para acontecimentos recentes; ii) repetição da mesma pergunta várias vezes; iii) dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos; iv) incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas; v) dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos; vi) dificuldade para encontrar palavras que exprimem ideias ou sentimentos pessoais; vii) irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

Até junho de 2015, existiam apenas dois ensaios clínicos randomizados sobre o efeito dos canabinóides nos distúrbios comportamentais em pacientes com demência. Em ambos os ensaios, os pacientes com doença de Alzheimer foram tratados com Dronabinol©, um THC sintético. O primeiro ensaio mostrou que 2,5 mg de THC, duas vezes por dia, foi eficaz na tratamento de anorexia e perturbações do comportamento, e o segundo evidenciou que 2,5 mg de THC, uma vez por dia, foi capaz de reduzir a atividade motora noturna e a agitação. No entanto, ambos os ensaios só avaliados 12 e 2 pacientes respectivamente.

Pesquisadores do Salk Institute, na Califórnia, encontraram evidências preliminares de que o tetraidrocanabinol (THC) e outros compostos encontrados na cannabis têm potencial para remover a beta-amiloide, proteína que forma as “placas” no cérebro responsáveis pelo mal de Alzheimer. Os testes foram conduzidos em neurônios cultivados em laboratório, mas fornecem pistas para o desenvolvimento de novas terapias contra a doença. No ano seguinte, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (ANVISA) autorizou pela primeira vez a prescrição de óleo enriquecido com fitocanabinoides para o tratamento de um paciente que sofre da doença de Alzheimer.

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Volicer L, Stelly M, Morris J, et al. Effects of dronabinol on anorexia and disturbed behavior in patients with Alzheimer’s disease. Int J Geriatr Psychiatry 1997;12(9):913-9.